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quarta-feira, 18 de maio de 2011

Máximas milenares

Em dias de frio e solidão, com ausência de palavras afáveis e qualquer atenção, onde a recusa de todas as ofertas apenas lhe dão a certeza de quem desprezar seu sentimento está em perda.
Inspirar- se em Ovídio em A arte de amar, ano 20 antes de Cristo, que em sua obra reflete sobre o sentimento mais complexo e importante de nossa passagem sobre o planeta.
No mundo de Ovídio não existe a noção de pecado.
O amor é repleto de ciladas , mas o prêmio é o prazer e a serenidade do coração.
O escritor romano ensina que devemos ter o caráter agradável, pois ser rude provoca raiva e guerras cruéis.
A perseverança é necessária.
Seguindo com precaução o curso d'gua atravessamos o rio a nado e não conseguiríamos se nadarmos contra a corrente.
A força do hábito desenvolve o amor e devemos dar provas de dedicação.
Nosso ontem é sonho, lembranças e fantasmas.
O futuro são visões.
O hoje bem vivido transforma o ontem em sonho contente e o amanhã em uma promessa.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Reflexões do coração partido

Ao mesmo tempo que estuda o Budismo verifica a beleza da arte de amar.
No Caminho quando atingida pela aflição é sentimento incontrolável.
A arte de amar de Ovídio (43 -17 A.C) é uma obra que atravessou os séculos, sendo modelo para os poetas de todas as épocas que se ocupam do Amor.
No Budismo a fonte de todos os sofrimentos é o desejo.
Refletir sobre a arte de amar é uma fonte para extirpar os desejos.
Pensamentos constantes sobre a energia que não tem fim e mesmo envelhecendo sente como se nada houvesse modificado.
O Amor alegra e faz sofrer.
Constroi e consome, traz lucidez e loucura.
No Caminho será uma fraqueza, algo a ser vencido pelos eternos renascimentos no sentido de maior espiritualidade, um desejo que não tem fim?
Quando o coração se despedaça e não pode gritar, sobra um gosto ruim e a tentativa de ver o lado bom das coisas.
Tentar descobrir se realmente não falar o que sabe é como se não houvesse existido.
O doloroso de dizer o que sente verdadeiro se confunde com a necessidade de que o fluir da vida tenha alguma pedra sem óleo, um pássaro buscando as gotas que lhe preenchem a existência, um rio menos poluído.
Ovídio ensina que a arte deve governar o Amor.
O Amor tem um ciclo e pensando sobre estes, será que ele renasce em novo karma como pregam os budistas?
Ovídio fala sobre evitar o ciúme.
Escreve que o amor dura quando a dúvida o alimenta.
Se quiser expulsá-lo tem que retirar o medo.
Em um capítulo entitulado os remédios para o amor, o poeta apresenta que seu objetivo é apagar uma chama cruel e libertar os corações de uma vergonhosa escravidão.
Que se liberem as algemas e derrubem os portões.
Para esquecer pense nos tormentos que experimentou.
O renascimento justifica todos os perdões.