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sexta-feira, 2 de março de 2012

Visão urbana

No Caminho a solidão, a ingratidão e o simples constatar de nossa insignificancia face ao Universo nos desperta como a ursos hibernados.
Procuramos algo a dignificar.
Intensidade da vida.
A nobreza como algo que nos conscientiza da beleza e milagre de cada instante.
Devemos nos amar primeiro de tudo.
Nós, as pessoas livres , adoramos a liberdade.
A entendemos como uma conquista diária.
Preferimos, ao nos vermos tendendo a depressão e a alguma incontrolável tristeza, a energia gerada por um despertar de ódio, a violência, enfrentar o suor, a fúria descontrolada da natureza.
Saudamos as tempestades , olhamos altivos para o heroísmo óbvio da luta pela sobrevivência, a obsessão contra a doença e os limites da mesquinhez e da tolerância que dá as mãos ao desrespeito.
Enfrentamos o grito de angústia, não nos vitimizamos, longe de nós qualquer compaixão ou bóia sobre a realidade que quer nos afogar.
Amamos de qualquer forma, independente de distâncias ou de suspiros infinitos.
Aqueles que entendem a velhice como a maior recompensa, que põe sua visão na alta montanha, no fundo do mar ou na imensidão dos conflitos urbanos, somos solidários.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Meio século II


As reflexões sobre o andamento da vida e o balanço do que fizemos e faremos , além de um exercício diário, se enfatiza no meio século.
Um objetivo é que esta mensagem chegue em seu coração, no seu lado das emoções.
Simbolizamos com a mão direita sobre a esquerda quando pensamos nos nossos antepassados e como chegamos até aqui.
Tambem existe a necessidade de seu espírito de prontidão, atenta e percebendo o mundo que a rodeia com a máxima intensidade.
Talvez pela certeza da poeira e o tempo do Universo, contra o ego, o desejo de relevância, de fazer a diferença.
Depois da pirâmide das satisfações básicas, nem pensamos mais na sobrevivência.
Alimentamos desejos e prazeres, inoculados em nós para que o mundo se desenvolva.
A imortalidade, o corpo perfeito, a beleza, a graça eterna do estar vivo no Paraíso.
O que seria a sensação de estar moldando o mundo.
Faze-lo menos cruel, mais pacífico e harmonioso.
Sem problemas com Deus ou com as pessoas.
Agradecendo o desfrute desta Sociedade com água encanada, luz, comida farta, e tentando lidar com a eterna insatisfação.
Amar sem culpas, aceitar sem restrições, falar sinceramente.
E os que nada possuem, os que estão em guerra por tudo?
Lutaremos por eles, como está o seu combate diário?
Quais são suas conquistas?
Deste Caminho, dentro do que se pode prever, não perca a visão do alto da montanha e da longevidade.
A sabedoria se constroi diariamente.
Estaremos conscientes disto quando somos os Presidentes, os Imperadores, o detentores das linhas de milhões de vidas?
No microcosmo percebe que torna- se parte da memória de alguns.
A postura da certeza única é a ligação com Deus.
No dia do fim haverão aqueles que depois de tudo terão lembranças.
A imortalidade a tudo consome.
A vida transcorre tal como as flores, lindas e fugazes.