segunda-feira, 9 de junho de 2014

Fragmentos de outono

Virá a salvação 
se libertará da servidão, 
finalmente sentirá o peso  da tua própria sandália no Caminho.

 Desmanchando de saudade,
 explodindo de ansiedade,
vertendo as lágrimas que não consigo chorar,
o violão sofrendo por descarregar ,
mais os dedos sangram
e  só ruídos  criam.

As palavras possuem diversos significados de acordo com seu humor, a hora do dia, o que está em torno de si. Como senti-las corretamente, o que realmente comunicou? 
A empatia, o colocar- se no lugar do outro, esta construção é o tecido que trama nossos dias, os sentimentos, algum espírito.

O guerreiro deverá vencer a  falta de combate digno, no mundo repleto de preguiça e lassidão, um contínuo se entregar aos prazeres e amores e administrar a vontade infinita  de cuidar de Voce, possuí-la como a mais querida, amada, nova ou envelhecida, me desprezando , dificultando a felicidade, talvez vire música, poesia, tolices ao vento sul.

Maltratando o violão na madrugada .

sábado, 7 de junho de 2014

Atitude perene


O sentido que apresentamos na meditação.
Gosto de estar em si.
O ápice de Um por dia é fluir.

domingo, 1 de junho de 2014

Torrente angustiante


Cultivar o desapego, o amor absoluto e cores de paz, cura e conforto. Aplacar a ira, a impotência, a vingança das injustiças, a sede de exterminar os exploradores da  população.
Palavras, fatos, calendários, lembranças, desejos, constatações, fluir, não somar, a vida são os momentos, oportunidades e consequências, nunca pensou em insônia , dores e as pedras precisam se desgastar com a erosão do vento, do mar e dos passos implacáveis.
Quero que Voce leia e nunca terá ao certo outra certeza que a que devemos todos ter o mesmo fim e o amor é maior que  a grandiosa miséria humana e um olhar apaixonado conforta as lacerações da batalha urbana diária.
Brincar com a vida, na vida , em vida...
Nós no Caminho brincamos pouco.
Estamos conectados ao fluir, a tormenta e ao trovão .O sentimento de criança está na lembrança  como bom.
Vontade de encontrar seus olhos na noite fria, na constatação do mundo como amplo  e Voce está bem o mundo é bom.
As estrelas estarão no mesmo lugar independentemente das lágrimas.

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Inspiração e Acontece Cartola

No Caminho ouvindo Cartola, imerso nas memórias da vida repleta de nuances e confrontado com o aqui e agora uma tensão aflora como um grito na madrugada urbana e gelada e sangrenta invisível.
Tem alguém no século XXI  que tenha um conceito claro do que os poetas de épocas poderosas chamam de inspiração?

Nietzsche  em Ecce Homo apresenta sua oferta para o fim do século XIX  com a seguinte descrição:

Se porventura se conserva o mínimo vestígio de superstição, seria difícil rechaçar de fato de ser mera encarnação, mero porta voz, mero medium de forças superiores.
A noção de revelação , no sentido de que, de repente, com uma segurança e uma fineza indizíveis, se deixa ver, se deixa ouvir algo, algo que comove e transtorna qualquer um no mais profundo, descreve simplesmente a realidade dos fatos.
Ouve- se, não se procura; toma- se, não se pergunta quem dá, como um relâmpago refulge um pensamento, com necessidade, sem vacilação na forma- eu pessoalmente nunca tive de escolher.
Um êxtase, cuja extraordinária tensão se resolve às vezes numa torrente de lágrimas, no qual algumas vezes o passo se precipita involuntariamente e outras vezes se torna lento...

sábado, 24 de maio de 2014

De Sêneca e outros


No Caminho ao observar- se com os zumbidos, o corpo só, a mente se confrontando com a busca de respostas, ou quais questões agora?
Lágrimas, frio, solidão, dor de cabeça, fastio, paracetamol.
Pode ser música, desabafo, vontade de socar, o indizível, urrar e o Deus único deve ser compassivo.
O amor, a lascívia, cumplicidade , compromisso, terra, lama , vento e gritos do Vazio, uma sensação de plenitude quanto estamos juntos, será um sonho?
Evitar o escoamento do tempo sem que tenhamos a plena consciência de que está se aperfeiçoando em seus objetivos antes da hora certa acontecer.
O bem em que a honestidade exige avareza é o conselho sobre a perda de tempo que apregoa Sêneca quando filosofa sobre a brevidade da vida.
Será alguma fórmula entender que não temos tempo a perder, o aqui e agora é o que vale e será maravilhoso cada flor que admirarmos juntos?
A noite está gelada e a lâmina exige cuidado para não enferrujar.
No Caminho  praticar bondade para  evitar endurecer o coração e conseguir  fluir  a alma.

terça-feira, 20 de maio de 2014

Descobrindo o Caminho

A louvar os sentimentos, a revelação, o aprendizado , a alegria e a dor da compreensão que tudo passa e acabará.
Seja precioso o que sintas e seja um perfume, um delicioso sabor, um orgasmo maravilhoso e as memórias de momentos únicos.
Independentemente da solidão profunda , do sabor de Lambrusco, Voce  próxima ou inalcançável, continuaremos poeira cósmica, apaixonados, vorazes viventes enquanto o coração bater em busca de propósitos.
A história continua com a vontade de descobrir diariamente um sentido e todo e algum sorriso para aliviar a consciência .
Quero falar de amor, de paixão e carinho, carícias na nuca, um sentimento de pertencimento e união com Voce e explode algo maior que dois e nos preenche e a queremos eterna.
Como os ventos e o fogo passamos .

sábado, 10 de maio de 2014

A nova cidade do velho


               As mesmas ruas, novos trajetos, o olhar se desdobra nas possibilidades, ausências e significados diversos, no Caminho exercitar a serenidade para obtenção da Paz.
                Pode ser um samba onde se canta a dolorosa noite sem Voce, a existência de um sorriso que não é direcionado a mim, ecoam todos os ardores do sereno frio na noite com poucos barulhos urbanos.
O velho e o novo se interpenetram .
O velho e o novo se detestam, se complementam, são a continuidade que a barbárie não consegue alcançar. 
A necessidade do jovem , da ansiedade da conquista, dos milhões, a glória de superar a tudo e  todos, a extrema competição levada como valor choca- se com a constatação de um Vazio da existência ,  a maravilha esgota- se na reflexão:  de que vale isto ?
Como preenches o Vazio? Nunca se deu conta, não acredita, não o sente, não percebe, é melhor não pensar nisto, como resolvemos isto no Caminho? 
O desapego como a nulidade do querer, a sublimação do sangue que propõe- se a fazer o que os instintos ordenam , ou o que for preciso num juramento milenar.
O sentimento da cidade de sempre como descobertas e desafios , o  rejuvenescimento ou velhice iluminada, os zumbidos soam como ruído do Universo, a quietude de sentir o divino.
O amor é um sentimento escaldante.
O passar dos dias nos coloca em contato com a única certeza.