sábado, 1 de junho de 2013

Dissolvendo as pedras


O vento, a água salgada, os humanos e a transformação como a regra imutável.
Ultrapassamos os limites quando descobrimos que tudo que possa ser perdido não vale a pena. 
O que está dentro de Voce não pode ser furtado, não existe a violência da cidade, não nos consumirmos pela ingratidão, avançar a sensação de nunca estar satisfeita.
Agora é como as pedras de 600 milhões de anos , onde foi mar agora é a ciência, a fé e o carbono 14, difícil de entender mas a tecnologia nos impõe que assim foi...
Andando por entre os pesadelos e alegrias e o mêdo de que tão bom passa rápido e o que resta é a saudade e um beijo que nunca foi dado, a superação, ir além dos milhões e das insatisfações  de não termos um Nobel ou a capacidade de surfar na California sem pensar nas contas a pagar...
Resta uma solidão, que pode doer ou ser linda mas permanecemos em silêncio enquanto a lagoa dourada não for assoreada pela ganância e o amor acalmar a vontade de destruição de tudo que nos impede de impormos o que consideramos certo e o sentido não se restabelece.
Dúvidas tão extensas quanto as pedras e a saudade de Voce...

terça-feira, 28 de maio de 2013

Primeiro frio 2013

De hakama pensando nas notícias da urbanidade brasileira a que está submetido, ou liberta?
Voce e sua vida estão cravados em mim.
Recuar um rio, avançar montanhas.
Precisa lutar, expor o coração ao batimento do perigo, superar o mêdo.
Esquivar- se para frente, um gosto de sangue, por que sentir- se assim? 
Será alguma tensão pré , pós alguma coisa? 
Explodir contra a injustiça dos que deveriam ser exemplo, a falta de caráter, os assassinatos insanos, uma tensão oriunda da vontade de não queria saber de tais coisas.
Toda a emoção e razão concentram-se .
A que isto conduzirá? Existirá relação entre o clima e o fogo que nos torna irascíveis , apaixonados, tormentosos entre a morte e o gozo?
Quanta coragem para escrever. Poderá ofender alguém, alguma opinião discordante, palavras que exprimam algum sentimento não tolerado pelo que é o certo, como se concretiza alguma expressão?
Marchas a coqueteis espalhando chamas em carros , boatos que ninguém sabe como nasceram  fluem pela sociedade consumista pendurada em modas, bolsas, religiões , preconceitos, dívidas sociais e tudo que a linguagem ofereça como recurso para justificar o interesse de alguns.
Perdem o emprego, são expostos em cadeia nacional, todas as forças da Sociedade correta podem ajudá-lo, perdoá-la, esquecer tudo, todo argumento é justificável desde que bem manipulado. Os condenados pelo Supremo Tribunal estão livres.
Um ceticismo invade quanto aos valores do que é digno nestes dias de encontrar- se com muitos limites .
Carater, Sinceridade. Persistência. Respeito. Autocontrole. Difícil, como o deserto depois de dias e dias. 
As aguas escoam interminavelmente e acabarão por nos absorver.
No Caminho lembrar do fim.


sábado, 25 de maio de 2013

Pacificação da mente V

                                        
   A forma e o conteúdo como fio condutor da meditação .
                                     
Continuamente melhorar. A imperfeição, a vaidade, o desconhecimento do outro, a falta de compaixão e serenidade, deveria ajudar os africanos e os que estão ao teu lado o tempo todo.

Ir além da preguiça, não ficar com pena de si mesma, saborear as vitórias, contribuir para o mundo além de si mesmo, ter prazer, muita alegria e a consequência disto é maravilhoso.

Não sabe o que é certo ou tem certeza e a ansiedade de dar conta de tantas cobranças e dívidas internas não acalmam nunca.
Uma frase para realizar o artigo com as citações e constatar o que os gênios disseram e preciso criar algo novo. 
Napoleão criou um teorema , faz parte da história mas suas matanças o desqualificam para o que é grandioso hoje. 
Como direcionará esta energia feito o sol queimando que reverbera em teu corpo inteiro? 

Como viver com isto, conviver no trânsito, repleto de armas e bebidas e drogas e o consumismo e a indústria farmacêutica, onde vivemos mais e mais e o planeta vai se tornando inabitável...

 Nilton Bonder  faz a pergunta de quem é inteligente se responde pelos sábios ,algo assim confuciano: ''Aquele que aprende de todo ser humano.''  

A sabedoria é um processo, o contínuo do viver, o encontro com o fluir, vem a mente amar Voce, talvez dedicar todas as tentativas de crônicas, poemas , músicas, obras inacabadas, a imaginação como fonte de toda eternidade.

Descobrir o Caminho através de romper a zona de conforto, o medo, a solidão, a angustia de nunca ser satisfeito, teu corpo me enlouquece e o desfrutar da vida  é uma delícia como as borbulhas das ondas do mar.

Pacificar a mente,  olhar para a montanha.


segunda-feira, 20 de maio de 2013

Dharmapada e a ansiedade


               O mundo das crianças que estão na internet, os jovens e os games, as famílias que não conseguem ensinar valores, será o terrível de onde não se espera nada é de onde nada virá?
                Horas e horas de educadores falando da geração que devido as facilidades não enxergam o que vimos , são rápidos , conectados, facebookgeneration e o Brasil apodrecido, com o rio Tietê sendo o símbolo ignorado da maior e mais rica cidade do pais.
              Hoje está sentindo- se frustrado, ignorado, percebendo que sua dedicação  é vã, a senda dos ensinamentos eternos pregam a compaixão e o desapego e como é difícil...
               Quer reconhecimento, carinho, que alguém se interesse como está, não será  uma síndrome de querermos a ternura  das crianças?
                  Justificando- se : mesmo os guerreiros em algum momento desprendem lágrimas que devem ser escondidas, e o Dharmapada ensina'' Assim como a água não entra em uma casa bem coberta, assim a paixão não penetra em nossa mente quando ela está em equilíbrio.''; o que fazer se é uma delícia estar apaixonada?
                 Existe um gosto especial em pensar em alguém e tentar faze-la feliz.  Os dias correm, não fiz nenhum artigo de destaque e o que me resta é o corpo vigilante para bem empunhar a espada em nome do que acredita certo e é seu dever.

sábado, 18 de maio de 2013

Onde estaremos


Se Voce perseguir o mundo, o mundo fugirá de Voce.
Se Voce fugir do mundo, ele o perseguirá.
Hari Dass

Controlar a força. O poder magnífico, tomar consciência de Si. Os ventos não o fustigam, a iluminação o atingiu, não possui cura ou doença, insatisfação ou ansiedade .
As montanhas são a delícia e o refúgio, atirar- se pelo infinito e ter de chegar ao meio do trânsito, da rádio e da saudade  imensa de Voce.

Pode ser a compaixão uma profunda baixo estima, uma desvontade, pois existe uma raiva assassina em todos? Pode existir o vulcão e a tempestade em convívio feito as ilhas em formação no Havaí?
Ondas gigantescas, alguns peixes, surfistas e imagens  que nunca se vão, bombardeadas como os feitos de todo um sonho distante.

Em meu calendário do dia glorioso vejo cumprindo o Giri confuciano... 
Viajar, estudar, sofrer para não sofrer, o Do, uma variedade de ecossistemas atlânticos quando me lembro de seus olhos felizes.
Imaginei letras de música, vem em meio o guiar o veículo entre as horas que devemos lidar com a selva urbana, e nestas apenas como desligar, o que superar, a contradição rimando com paixão e meu violão ecoa por toda a eternidade dizendo para a cidade
O que deveria comunicar?
Amar, amar, amar
Pode ser suave, um rock selvagem, talvez a viola dos campos, mas sempre a celebração do canto.

Perguntado sobre sua produção mais relevante
pensei por instante 
e declarei Um por dia
talvez um desabafo, a poesia, a busca de alguma rima, a eterna declaração de amor, com certeza a torrente de vontade de feliz tornar- se e aliviar a sede de criar.

domingo, 12 de maio de 2013

Fala Ronin


                   O que se passa na mente quando esta é a ferramenta de libertação do cotidiano que deve sempre ser maravilhoso, feliz, repleto de satisfações e o que existe realmente são contas e um desejo insatisfeito?
                    Na imaginação portando a espada, endurecendo o corpo e o espírito, ultrapassando o amor que enxerga ser fruto de ilusão própria.
                  Sem senhores, por escolha nosso giri, jamais reclamar, lamentar, exultar com vitórias, ser como a água que se precipita , explode nas pedras, continua no seu leito se não destruirmos tudo.
                   O que gera esta energia vital? Não invocar, ser contraditória, silêncio absoluto, gritos que devem ecoar através das multidões, destemor dos assaltantes e estupradores, a impunidade como o modelo da perversão do Brasil sem miséria. O eterno inacabado, as mães que recebem presentes e direitos de visita, a agonia do silêncio que sabe imerecido.            
                As trajetórias da vida podem gerar filmes, documentários, alguma lembrança fugaz por algum ruído ou odor da cidade, a ansiedade de que trocaria todas as riquezas pelo teu abraço. Devemos prosseguir nossa jornada pela necessidade de lutar.
          São os caminhos desconhecidos, aqueles em que os comuns trafegam, onde está o tecido da humanidade em seus bilhões  de seres humanos que precisam comer,fornicar, dormir, respirar...
               Através destes momentos  precisa invocar a liberdade de amar, onde a prisão é a falta de carinho e atenção e os dias prosseguem...
               Todo o brilho após a névoa partir, a temperatura tornar-se agradável, conseguir esquecer de Voce e mergulhar no torvelinho que nos levará a glória, aquilo que é único, só seu, o fim.

sábado, 11 de maio de 2013

Zona de conforto





Esforçar- se, mudar o ritmo da respiração, as glândulas agindo além de sua vigilância, Voce é a loba.
Instado a sair da zona de conforto, seguir novos caminhos,fugir da decrepitude e valorizar o conhecimento humano, a excelência  na produção, a busca da Justiça e  história
Grandiloquente  misturado ao Taoísmo e da vontade de acariciá-la nua?
A individualidade é o valor supremo da Sociedade. Quando os pais amam os filhos e estes retribuem consideramos muito precioso, o que é uma obrigação?
O dever de ser bom, de não admitir o ingênuo, o desprendimento  não pertence ao ritmo do egoismo reinante? 
Desapego é um poder do guerreiro.

A culpa é o castigo que imponho a mim mesmo quando faço o que os outros consideram errado.
J.A. Gaiarsa