No Caminho e as realidades .
O tributo a Cervantes é o reconhecimento que a busca de aventuras possui um custo enorme.
A vida intensa massacra a fé mas permanece o deslumbramento e a libido inconsolável.
Não existem os moinhos de vento, ou as estalagens que acomodam sem cobrar, ou qualquer ideal que possa transcender a tristeza da inadimplência e a insônia insolúvel.
As lágrimas solitárias e o aperto no coração criam poesia ou prosa pobre?
Não existe socorro, auxílio, qualquer Sancho Pancha, ou algum nobre que se divirta com a loucura e sane os momentos de carência.
O homem moderno urbanizado ao enlouquecer não terá qualquer sonho que depois possa ser perdoado e tornar- se romance universal.
A solidão fortalece e desmembra a filosofia em momentos de fuga e drogadição.
A crueldade da idade e o abismo que precisa se equilibrar por ser quem é e qualquer sorriso a faria mais feliz...

